Troy Davis é executado nos EUA

Condenado por matar policial em julgamento marcado por dúvidas, americano recebe injeção letal no Estado da Geórgia Ativistas anti-pena de morte choram ao saber que Suprema Corte dos EUA rejeitou pedido de suspensão da sentença de Troy Davis O americano Troy Davis foi executado por injeção letal, informou a penitenciária de Jackson, no Estado americano da Geórgia. A execução ocorreu às 23h08 de quarta-feira no horário local (0h08 de quinta-feira em Brasília), pouco depois de a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitar um pedido de suspensão da sentença. Os advogados de Davis esgotaram todas as possibilidades legais no Estado da Geórgia, em diversas instâncias, na tentativa de evitar sua morte. A execução estava prevista inicialmente para às 19h local, mas foi adiada para aguardar a decisão do Supremo. Troy Davis 300x284 Troy Davis é executado nos EUA Foto tirada em agosto de 1991 mostra Troy Anthony Davis entrando na Corte em Savannah O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se recusou a intervir para impedir a execução de Troy Davis, justificando que o caso cabia ao Estado da Geórgia e não ao poder federal. “Obama tem trabalhado para garantir eficiência e justiça no sistema judiciário, especialmente nos casos de pena capital, mas não é apropriado que o presidente dos Estados Unidos se envolva em casos específicos como este, que são da Justiça estadual”, informou seu porta-voz, Jay Carney. Executado após passar 20 anos no corredor da morte, Davis foi condenado à pena capital pelo assassinato do policial branco Mark MacPhail, ao final de um processo repleto de vícios judiciais, que revelaram dúvidas sólidas sobre sua inocência. Durante o processo, nove testemunhas do assassinato cometido em 1989 indicaram Troy Davis como o autor do tiro, mas a arma do crime nunca foi encontrada e nenhuma prova digital ou traço de DNA foi revelado. Depois, sete testemunhas se retrataram, mas isso não foi suficiente para convencer a Justiça a rever seu veredicto. Apresentado por seus defensores como o exemplo do negro condenado injustamente, Troy Davis recebeu o apoio de personalidades como o ex-presidente americano Jimmy Carter, o papa Bento 16 e a atriz Susan Sarandon, além de centenas de manifestações pedindo seu indulto em todo o mundo.

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