OS DEZ MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS


























Os Dez Mandamentos ou o Decálogo é o nome dado ao conjunto de princípios escritos pelo dedo de Deus (...) e estes foram entregues ao profeta Moisés. Eles foram cuidadosamente instituídos segundo a vontade divina, porque eles intuem na mente humana a imperiosa necessidade de amar, uma vez que Deus é amor.

Estão foram expostos na ordem seguinte:

NOSSOS DEVERES PARA COM DEUS (Lc 10:27)

1º) Não terás outros deuses diante de mim; 2º) Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto [...]; 3º) Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, [...]; 4º) Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo [...] (Êxodo 20:3-.

NOSSOS DEVERES PARA COM O PRÓXIMO (Lc 10:27)

5º) Honra teu pai e tua mãe...; 6º) Não matarás; 7º) Não adulterarás; 8º) Não furtarás; 9º) Não dirás falso testemunho; 10) Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo [...] (Êxodo 20:9-17).

É importante que se diga que junto aos Mandamentos da Lei de Deus, o profeta recebeu também a Lei (Lei de Moisés). Como os Mandamentos são tratados como sendo lei, deve-se ter o cuidado de procurar verificar se está se referindo a uma ou a outra, uma vez que elas são totalmente independentes.

Além disto, elas têm suas próprias características. Por exemplo, a primeira tem por finalidade dizer o que é pecado e nela não havia dispositivo prevendo a sua revogação. Já, a segunda, a denominada Lei de Moisés, tinha a função de remir o pecador, e, além disso, nela se previa, em seu nascedouro, a revogação preconizada em Hb 7:12. Fato este que se consumou com o advento da “...Lei do Espírito da Vida, em Cristo...” (Rm 8:2).

Como se podem perceber essas Leis surgiram porque o homem, representado pelo Casal do Paraíso, desobedeceu a um mandamento de Deus (Genesis 2:16-17) dando causa à morte em relação a Deus e a vida para o mundo, como foi dito: "Porque todos pecaram (morreram) e destituídos estão da glória de Deus" ( Rm 3.23).

De modo que a Lei de Moisés que tinha o sacrifício de animais como remédio para remir os pecadores, tanto do povo como dos sacerdotes, não se mostrou eficaz a ponto de suprir a necessidade que tinham de reverter a situação em que pese à desobediência humana.

Porém, Deus, pela sua misericórdia, ofereceu o seu Filho, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, para eliminar o sacrifício de animais. E, para tanto, Jesus “não cometeu pecado, nem a sua boca se achou engano; sendo injuriado, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados pudessem viver para a justiça; [...]” (I Pedro 2:22-24). E, assim, por um pacto sacrifical supremo de Jesus (I Timóteo 2:5) a Lei de Moisés foi revogada para dar lugar a Lei da Vida de que trata o livro de Romanos 8:2.

Mas, como se vê, Jesus não pecou, cumprindo fielmente os Mandamentos do Pai, que é a condição fundamental. Mas, como Ele se fez homem e, em razão da transgressão humana, também teve de cumprir a Lei de Moisés, satisfazendo plenamente o que nela preconizava, “para resgatar os que estavam debaixo da lei” (Lei de Moisés).

E nós? Nós continuamos a pecar. Como está escrito: “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (I João 1:10). E que pecados nós cometemos? Se observarmos atentamente, chegarem à conclusão de que são justamente aqueles que ferem a qualquer dos dispositivos relativos aos princípios (Dez Mandamentos da Lei de Deus), sem exceção, como disse Tiago: “qualquer que guardar toda a Lei (mandamentos) e tropeçar em um só ponto torna-se culpado de todos”.

Por isso, o homem precisa lembrar sempre dos Mandamentos (que estes estejam gravados em seu coração). Até porque não foi por acaso que João escreveu nos anos 85 a 90 dC: “Irmãos não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que desde o princípio ouvistes (I João 2:7 e João 13:34).

Como, também, não foi por outra razão que Jesus assim se referiu aos Mandamentos: Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. (Jo 14:15).
De sorte que se os homens observassem estes Mandamentos não seriam tão cruéis, insensíveis, desumanos, corruptos, imorais, egoístas, mentirosos [...]. Pois o amor não faz mal ao próximo. De modo que o amor é o cumprimento da lei (Romanos 13:10). Não cumpri-los é se dobrar novamente a um jugo de escravidão, uma vez que não se pode servir a Deus e simultaneamente ao diabo.

Portanto, admitir a modificação dos mandamentos é dizer que Deus se engana. Tanto que a Bíblia não permite que se altere um “til” sequer do que nela foi escrito. Note o que diz a Bíblia a este respeito: “Toda a palavra de Deus é pura; Ele é escudo para os que nele confiam. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreendas, e sejas achado mentiroso” (Provérbios 30:5-6). “aquele que é a Força de Israel, não mente e nem se arrepende...” (I Samuel 15:29).


Joaquim Dantas Nunes

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