A TROCA

Conto - A Troca

Um grupo de garotos passou correndo pela frente da porta, enquanto o velho Eurico a fechava para sair. Um deles praticamente esbarrou no ancião, mas Eurico parecia não perceber ou pelo menos não se incomodar. Era parte de sua maneira de reagir ao ambiente. E seu estilo poderia ser considerado perfeito. Fazia já 15 anos que vivia naquela favela e nunca fora assaltado! Ninguém o molestava. Vivia só e sossegado e era respeitado.

Saía pouco, pois era aposentado. Ia metodicamente à igreja evangélica mais próxima, mas tirando isso, e as saídas diárias à padaria e semanais ao supermercado, era ali mesmo, nas estreitas ruas da comunidade pobre, que fazia sua vida. O velho era conhecido como uma espécie de operador de milagres. Distribuía compaixão como o orvalho matinal e sua especialidade se é que se poderia chamar assim, era recuperar jovens desviados. E na sua favela havia muito material de trabalho.

O ancião tinha uma estratégia pouco comum. Poderia dizer que ganhava pela exaustão. Primeiro escolhia, em oração, um jovem que estivesse mesmo muito mal. Em geral eram delinqüentes envolvidos com o tráfico de drogas e membros de gangues da favela. Então iniciava uma maratona de jejum e oração por aquele jovem. Quanto sentia que tinha suficiente cobertura de oração, “atacava”. De tal forma procurava o seu alvo que ás vezes virava sua sombra. Em regra era rejeitado de início, mas ia ganhando terreno até que o jovem acabava ouvindo o homem.

Mesmo com meios tão arcaicos à psicologia moderna, o ancião tinha resultados surpreendentes. Podia citar uma lista respeitável de nomes de jovens que tinham deixado uma vida que levaria à uma morte prematura e que tinham sido recuperados ao ponto de se casarem, terem emprego e serem fiéis membros de igreja e até dois que eram pastores.

Mas Eurico não fazia propaganda de seu trabalho. Seria contrário ao seu estilo e personalidade. Além de mais ele considerava seu ministério como uma simples retribuição pelo que ele mesmo recebera. Fora, em tempos idos, um alcoólatra que estragara a vida e desgraçara a família. Teria morrido assim, se não fosse o amor paciente e perseverante de um antigo diácono da igreja onde agora assistia. Essa era sua história. Essa era sua vida.

Ultimamente, porém, o homem andava um tanto preocupado e nervoso. O caso que tomara parecia não se resolver como os anteriores. Estava já há meses orando, jejuando e lutando pela vida de Edmilson e parecia não haver nenhuma sensibilidade da parte do rapaz. A cada nova investida de Eurico o jovem se afundava mais em sua vida de pecado. Como chefe de uma facção da gangue tinha dinheiro e poder sobre outros jovens. Não se importava com nada a não ser usar e abusar de seu poder sobre os assustados moradores da favela. Passear de carro e trocar de namorada era outro de seus passatempos e, claro, tudo bem regado a chope e cocaína.

Eurico não era homem de desistir fácil. Não sentira ainda que fosse tempo de deixar de lutar pela vida e salvação de Edmilson e por isso mais uma vez após uma semana de intensa oração, ele se dirigia até o local aonde sabia que poderia encontrar o rapaz. O jovem não estava em casa. Fora visto indo para o topo do morro aonde tinham uma casa que servia como uma espécie de prisão para inimigos capturados ou devedores que não pagavam suas remessas de droga. Era ali, no terraço, que costumavam executar aqueles que tinham atravessado o caminho dos líderes do pedaço. Eurico estremecera, mas não de medo. Estava seguro. Temia pelo seu alvo. Era pelo moço que sentia medo.

Subiu custosamente o morro, parando várias vezes. A idade já não facilitava. As 80 primaveras já tinham passado há alguns anos e os músculos não tinham a força de outrora. Perto do local que queria alcançar o ancião foi barrado por dois garotos armados, de uns 16 anos.

- E aí vovô, aonde é que pensa que vai?

- Vim ver o Edmilson (Explicou Eurico com toda a naturalidade). - Manero (riu o outro garoto). Ó velho, cê num acha que tá velho demais pra andar cheirando? Eurico baixou a cabeça cansada e levantando-a, fitou o rapaz bem nos olhos de tal forma que o fez ficar sem jeito. Foi então que o outro notou a Bíblia na mão do velho e reagiu: - Pode passar velho, vai logo! Mais uma vez a superstição local se fazia sentir. Os traficantes, por regra, não se metiam com “crentes” porque diziam que dava azar. As evidências confirmavam. Eurico avançou até a casa. Era um casarão abandonado. Por todo o lado cheirava a dejetos humanos e havia ratos andando em plena luz do dia. Um despacho de macumba bem na entrada terminava de compor o quadro macabro.

O ancião não hesitou. Subiu as escadas gastas. Não havia ninguém no 1º andar nem no 2º. Ao chegar ao terraço já o velho arfava novamente. Parou e viu um jovem negro, alto, de soberbo aspecto, perto de um corpo que jazia no chão em meio a uma poça de sangue. Ao pressentir a presença do homem o jovem apontou a arma com ar furioso e olhos arregalados onde se evidenciava sinais da última dose de droga.

Eurico levantou a Bíblia em sinal de identificação. A arma foi baixada e os olhos do rapaz se encheram de impaciência e aborrecimento.

- Cê num me larga velho? Me deixa, pô! Tô cansado de te aturar! Vê se me esquece!

- Boa tarde, Edmilson! (o ancião respondeu em tom triste) Um silêncio pesado se seguiu. - Não posso desistir de você, Edmilson (continuou o ancião). Você está no meu coração. Quero ver você salvo e seguro nos braços de Jesus! O Jovem riu com sarcasmo e balançou a cabeça. - Os braços que eu quero são outros (gozou ele). Além do que, se você qué rezá aproveita e vê se ajuda esse aqui que precisa mais que eu (riu apontando o cadáver) Eu tenho mais que fazer. Dizendo isso o rapaz passou pelo velho com desdém e o empurrou com violência. Eurico perdeu o equilíbrio e caiu sentado junto ao muro que circundava o terraço e o jovem se foi.

O tempo passou. Eurico não sabia se muito ou pouco. Quando se deu conta havia outra pessoa no terraço e o sol declinava rapidamente no horizonte. A presença dessa pessoa o fez erguer-se um tanto assustado. Limpou as lágrimas do rosto e o nariz que pingava e tentou se recompuser. Mas a aproximação da outra pessoa o deixou deveras surpreso. Saída como que de uma espécie de névoa veio ao seu encontro uma velha de aspecto medonho. Curvada e cheia de reumatismo ela parecia não ter sequer um osso que não fosse deformado. Ergueu o rosto para Eurico e o fitou com superioridade. O ancião tremeu sem querer. O rosto da velha era de tal forma enrugado e cheio de espinhas e pontos negros que só o fixá-lo já era penoso. O nariz de proporções significativas era peludo e torto. A boca irregular de lábios secos. Da cabeça quase careca saíam uns poucos fios de cabelo grisalho em total desalinho. A mulher trazia uma roupa toda negra e esfarrapada condizente com seu aspecto físico. Sua presença causava repulsa e medo, tremor e asco ao mesmo tempo. Depois do primeiro susto Eurico tentou se recuperar. Pensou que fosse alguém da família do homem morto que permanecia no extremo do terraço e tentou ser gentil: - Boa tarde, senhora. Veio pelo moço acidentado? (perguntou apontando o cadáver). - Acidentado? (pronunciou a velha com sarcasmo). Sua voz era metálica e grave. Um tanto inesperado. Causava arrepios na medula e parecia penetrar os ossos. Não parecia ser humana. - Acidentado? (repetiu a velha) - Bem (titubeou Eurico sem jeito). Eu, na verdade, não sei. Quando cheguei aqui já estava morto. A velha parecia não estar interessada no que ele dizia. Aproximou-se do ancião e o rodeou examinando cada detalhe dele e em especial a Bíblia em sua mão. À sua aproximação Eurico experimentou um fenômeno de todo inusitado. O chão parecia ter se tornado frio. Como se a temperatura à volta da mulher fosse bem mais baixa que o resto do ar. A tal ponto se fez sentir isso que o pobre homem quase tremia de frio e segurava o queixo para que não batesse. A velha tornou a se afastar dele sem palavras como se tivesse perdido o interesse e avançou até o parapeito da varanda examinando as redondezas. Eurico fez enorme esforço para sair de seu estado quase catatônico. - Posso ajudá-la de alguma forma? (perguntou com educação) A velha o mirou de novo com aquele olhar gelado e desdenhou: - Não é você que quero! (respondeu secamente) - Então, quem é? (insistiu o ancião já com seus pressentimentos) A mulher parecia incomodada com a presença e a insistência do homem e pareceu atacá-lo. Voltando-se com rapidez surpreendente o questionou: - Não tem medo de mim? Desta vez foi Eurico que ficou firme e com olhar tranqüilo e seguro sorriu e respondeu: - Deveria ter? - A grande maioria dos homens tem… (disse a velha com segurança) - Parece ter muita experiência! (refletiu Eurico) - Alguma... (devolveu a outra com sarcasmo) - E está procurando... (sugeriu o ancião) - Edmilson (declarou a velha de forma seca e voltou a perscrutar a vizinhança). Eurico ficou abalado com a revelação e se aproximou corajosamente da velha apesar de que o frio que ela transmitia ser a última coisa do mundo que queria experimentar de novo. De súbito, sentiu-se cheio de ousadia para lutar pelo jovem que pretendia ver salvo e pressentia que esta anciã só podia trazer más noticias. Chegou-se com convicção e disparou: - Quem é a senhora? A velha olhou Eurico com um misto de admiração e desprezo e sorriu. Um sorriso que faria gelar o coração do mais corajoso. De sua boca disforme se viam uns poucos dentes amarelo-acastanhados e a risada qual grito de hiena na noite africana parecia vindo de outro mundo. A mulher, olhando o homem no fundo dos olhos, pronunciou calmamente:

- Sou a Morte!

- Não pode levá-lo! (foi à reação imediata e quase impensada do ancião)

A morte mostrou surpresa franzindo o sobrolho que logo abriu em novo sorriso desdenhoso.

- Você vai me impedir?

- Não posso... (reconheceu Eurico) Mas ele não está pronto!

- Isso não é problema meu (deu de ombros a velha). Cumpro minhas obrigações e chegou à hora dele. Se não se preparou para me receber é problema seu. - E meu também (protestou o homem). Eu assumi a responsabilidade por ele. - Ninguém pode assumir a responsabilidade por outro (devolveu a morte). Cada um tem que me enfrentar sozinho e a hora de Edmilson é chegada. - Então, me leve a mim (tentou Eurico já desesperado). Eu posso ir já, estou pronto. Não tenho medo de você. Leve-me no lugar dele! Agora o homem parecia pela primeira vez ter conseguido a total atenção de sua interlocutora que o examinava com mais cuidado ainda. A morte aproximou-se novamente e o frio glaciar de ainda a pouco voltou a gelar Eurico de forma desagradável e quase insuportável. Tudo nele clamava por se ver livre dessa sensação, mas ficou quieto em seu interior lutando pela alma de seu protegido. A morte percebeu a luta do homem e sua forte resolução e se afastou lentamente. - Tem a certeza do que me propõe? (questionou tentando verificar a certeza do homem) - Sim! (afirmou Eurico com total convicção) - E porque faz isso? (quis saber a morte) - Pela salvação dele. (explicou o ancião) Ele não está pronto para ir. Precisa de mais tempo. O amor de Deus há de vencer em sua vida, mas precisa de mais tempo. - E é esse tempo que você quer comprar para ele? (sugeriu a velha rindo) - Se for possível… (clamou ele) - Possível é… (disse ela) Não seria a primeira vez. Tem-se feito muitas vezes e creio que ainda se farão muitas mais. - E ele terá tempo suficiente? (quis saber o homem ansioso) - Isso não pode saber. Só o Todo Poderoso sabe essas coisas. Pode ser que sim. Pode ser que não. Acha que vale a pena mesmo assim? Morrer sem ter a certeza? Pode ser em vão… (tentou a morte matreira) - O amor nunca é em vão! (sentenciou Eurico) Estou disposto a dar a Edmilson mais uma oportunidade, nem que seja a última! A morte balançou a cabeça e chegou-se ao fim do terraço aonde se via toda a favela. Suspirou com ar cansado e olhou mais uma vez com seus pequeninos olhos negros o homem que a observava em suspense. - Tanto trabalho a fazer... Voltarei por você... Amanhã! Antes que Eurico pudesse dizer qualquer coisa uma névoa vinda não se sabe de onde encobriu à velha e a sua figura fantasmagórica desapareceu. O homem ficou muito tempo ali em pé sem saber bem o que se passara com ele. Fora sonho? Fora visão? Fora real? Como saber a verdade? O ancião sentia-se confuso. Seria genuíno que ele negociara com a morte e se oferecera para ir ao lugar de Edmilson? Isso seria possível? Seria aceito? No dia seguinte seria a sua vez? Estaria realmente tão preparado como se julgava? Com esses pensamentos na cabeça ele deixou o local e à medida que descia do morro notava toda a agitação típica do fim de dia, mas algo mais do que era normal. Finalmente um jovem o informou. A polícia havia estado no morro durante a tarde. Tinha havido troca de tiros e Edmilson fora baleado. Estava no hospital. Eurico estremeceu. Tinha que verificar. Sentia-se cansado. Na verdade exausto, mas não teria paz sem confirmar o que sucedera. . Questionou sobre o hospital em que o jovem estaria internado e foi até lá chegando já noite cerrada. Procurou o médico que atendera Edmilson. O clinico sentou com o ancião e parecia confuso.

- Foi algo muito estranho (disse o médico). O rapaz foi baleado três vezes no abdômen, na região do fígado. Chegou aqui com hemorragia interna incontrolável. Não havia nada que pudéssemos fazer. Nem se o tivéssemos recebido logo após os tiros. Mas tinham passado mais de 2 horas! Ele estava à morte! O pulso estava indo e todos nos preparávamos para deixá-lo cadáver quando, de repente, o sangue parou. O cara recuperou bem ali, à nossa frente. Olha, se eu não tivesse visto, não acreditaria. Se é que existe essa coisa de milagre, este foi um!

Eurico ouviu tudo com lágrimas nos olhos e sentindo que, afinal, tudo o que vivera fora verdade. Cheio de convicção e certeza conseguiu autorização e chegou à cabeceira do moço por quem se dispusera a morrer. O jovem orgulhoso e cheio de antipatia que ele vira no começo do dia já não estava ali. Edmilson tinha um ar assustado de garoto pobre que era o verdadeiro estado de sua alma. Olhou Eurico com vergonha e uma pitada de esperança. Tremia ao lhe contar.

- Foi uma emboscada. O meu pessoal me traiu. O desgraçado do Mendes queria a minha posição. Miserável! Vai pagar caro! (dizia com o rosto se contorcendo de dor e raiva) - Ainda odiando? (interrompeu Eurico). Isso não te trouxe nada de bom. O moço parou de falar e o olhou triste. Desta vez parecia reconhecer a verdade nas palavras do velho. - Eu vi a morte! (disse então tremendo) E era horrível! - Eu sei (balançou a cabeça o ancião). Mas não precisa ter medo dela agora. Você vai viver. Mas o quanto e como vai depender de onde você vai colocar o coração. Na entrada do quarto uma enfermeira fez sinal ao ancião que era hora de se retirar. Edmilson segurou o braço dele com angústia. Em seus olhos de via agora todo o vazio de seu coração, toda a busca de sua alma. - O que é que eu faço? (perguntou com voz embargada) Eurico o olhou com carinho. Colocou sua Bíblia na cabeceira. Era a sua velha Bíblia. Companheira de tantos anos. Ganhara aquele livro do homem que o levara a Cristo. Era seu mais precioso tesouro. Mas sentia que agora o rapaz precisava mais dela do que ele. Sorriu de leve e acrescentou: - Comece lendo o livro onde está marcado. Depois, quando sair daqui procure o pastor João da igreja lá da favela. Ele saberá te ajudar. Não desperdice seu tempo, meu filho! A vida é curta! Você não sabe o que vem amanhã. - Você virá me visitar? (quis saber o moço) - Não sei (respondeu o velho com o olhar perdido). Tenho amanhã um compromisso muito importante. Logo você saberá. Com uma breve oração ele se despediu do moço e saiu. Trazia o coração em paz. Sentia que aquele jovem estava a caminho da recuperação. Seria difícil o caminho e muito espinhoso. As tentações seriam múltiplas e a luta tremenda. Mas ele queria acreditar. Era tudo que precisava. Fizera a sua parte. Talvez até demais. E com esse pensamento enchendo sua mente chegou a casa finalmente e dormiu um sono pesado, sem sobressaltos, cheio de paz. No dia seguinte, levantou-se à hora habitual. Fez tudo como em qualquer outro dia. Por que seria diferente? Foi o que pensou. O dia inteiro, porém, esperava sentir aquela presença gelada que o envolvera no dia anterior e que certamente o viria buscar. Mas nada aconteceu de manhã e a tarde ia já avançada quando se sentou em seu sofá de leitura e adormeceu com um velho livro de poesia no colo. Acordou com uma sensação estranha e imediatamente sentiu que não estava só. Um arrepio percorreu sua espinha, mas recuperou depressa e levantando-se deu de cara com uma moça que sentada á mesa da sala preparava um chá.

Era jovem e extremamente bela. Alta e esbelta, de feições finas, rosto pequeno emoldurado por abundante cabelo castanho claro, olhos enormes de um verde enigmático, lábios bem desenhados e um queixo artístico. Era branca, muito branca e dela parecia emanar um perfume doce inebriante que o ancião sentiu ser delicioso demais.

Eurico sorriu diante de tal visão e limpando a garganta se desculpou:

- Peço desculpa não a vi entrar, estava lendo e creio que cochilei. - Não tem problema, eu tenho tempo.(ela respondeu numa voz maviosa e musical) E as palavras foram acompanhadas de um sorriso que trazia a beleza sombria de uma noite de luar. Eurico não pode evitar um novo arrepio, mas não sabia como reagir. - Em que posso servi-la? (quis saber sempre educado) - Temos encontro marcado. (lembrou a moça com certo ar de surpresa no rosto) Certamente não esqueceu! O ancião recuou um passo e parou. Estava confuso e admirado. Balançou a cabeça e fixou melhor o olhar. - Tenho encontro marcado com a... (não foi capaz de dizê-lo) - Comigo! (completou a moça) - Não pode ser! (continuou estranhando o velho) - Porque não? (insistiu ela) - Não foi você que vi ontem! - Ah! (riu ela e se aproximou estendendo a xícara de chá fumegante e cheiroso) À sua aproximação ele sentiu o frio que lhe percorrera o corpo no dia anterior. Mas este não era o mesmo tipo de frio. Não gelava. Não fazia tremer. Era mais um tipo refrescante, qual brisa gostosa em tarde abafada. A moça fez sinal e ele tornou a sentar-se no sofá. Ela foi postar-se não muito longe bem em frente dele. - Na verdade foi comigo que falou ontem (continuou a morte). Mas ontem você me viu como Edmilson me veria. Ontem eu era a morte aos olhos dele. Hoje estou diferente, ou talvez não. Na verdade não mudo. O que muda é a maneira como as pessoas me vêm. Eurico abanou a cabeça. Fazia sentido. Era mesmo bastante lógico. Sorriu. Não podia evitá-lo. Como temer uma morte com esta cara? - Está preparado? - Sim! (disse prontamente o homem sem hesitar) E Edmilson? - Terá sua oportunidade. - E será suficiente? (insistiu ele) - Só o Todo Poderoso sabe! (decretou ela) Tome seu chá. Você já fez sua parte. Novo sorriso encheu o ar de parte a parte. Ele bebeu o chá e encostou a cabeça na poltrona. Fechou os olhos sentido o perfume que enchia o ar. Logo estava dormindo. No outro dia de manhã corria a noticia na favela. O velho Eurico morrera na tarde anterior enquanto dormia e o barbeiro que costumava cortar-lhe o cabelo comentava: - Isso é que é uma Bela Morte!

Baseado em João 15:13

“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor de seus amigos"

Joed Venturini

EM TODAS ESTAS COISAS

EM TODAS ESTAS COISAS Autor Dr. Joed Venturini
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Muitas lutas vão surgir no horizonte E quantas vezes minha alma vai sofrer Quantas vezes vou sentir que neste mundo A angústia está tentando me vencer
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Pode ser que as tribulações me cerquem Procurando minha alma enfraquecer E a nudez ou a fome desta vida O meu corpo venha aqui a padecer
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Quantas lutas vão surgir na minha vida E quantas lágrimas ainda vão rolar Por palavras e por feitos de outras vidas Que a tua paz não puderam suportar
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Pode ser que as acusações do mundo Minha mente queiram perturbar E a esperança do céu que tu me deste Seja tudo em que eu possa me apoiar
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Mas em todas estas coisas eu te Louvarei Eu te louvarei, Oh Deus, eternamente Mas em todas estas coisas eu me lembrarei Que és Rei e Soberano agora e sempre

A ORAÇÃO.

CUMPRINDO A PALAVRA.

ESPERANÇA INABALÁVEL.

VOCE SABE O PORQUE NÃO DEVEMOS MENTIR ?

Aproximadamente 9 versículos encontrados , que falam a respeito da mentira dentro das escrituras .
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Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Romanos 1:25
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Mas eles disseram: É mentira; agora faze-nos saber. E disse: Assim e assim me falou, a saber: Assim diz o SENHOR: Ungi-te rei sobre Israel. 2 Reis 9:12
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Agrave-se o serviço sobre estes homens, para que se ocupem nele e não confiem em palavras mentirosas. Êxodo 5:9
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Manda a todos os do cativeiro, dizendo: Assim diz o SENHOR acerca de Semaías, o neelamita: Porquanto Semaías vos profetizou, e eu não o enviei, e vos fez confiar em mentiras, Jeremias 29:31
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E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis. 1 João 2:27
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Por isso, assim diz o Santo de Israel: porquanto rejeitais esta palavra, e confiais na opressão e perversidade, e sobre isso vos estribais, Isaías 30:12
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Só permanecem o perjurar, o mentir, o matar, o furtar e o adulterar; fazem violência, um ato sanguinário segue imediatamente a outro. Oséias 4:2
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Entretanto te profetizam vaidade, te adivinham mentira, para te porem no pescoço dos ímpios, daqueles que estão mortos, cujo dia veio no tempo da iniqüidade final. Ezequiel 21:29
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Mas disse Gedalias, filho de Aicão, a Joanã, filho de Careá: Não faças tal coisa; porque falas falsamente contra Ismael. Jeremias 40:16
===///=== MENTIRA ===///=== Mentira é o nome dado a afirmações ou negações falsas ditas por alguém que sabe (ou suspeita) de tal falsidade, e na maioria das vezes espera que seus ouvintes acreditem nos dizeres. Dizeres falsos quando não se sabe de tal falsidade e/ou se acredita que sejam verdade, não são considerados mentira, mas sim erros. O ato de contar uma mentira é "mentir", e quem mente é considerado um "mentiroso". ===///=== Embuste ===///===
Um embuste é uma tentativa de enganar um grupo de pessoas, fazendo-as acreditar que algo falso é real. Há frequentemente algum objecto material envolvido com aquilo que é realmente uma falsificação; todavia, é possível perpetrar um embuste fazendo somente declarações verdadeiras usando palavreado ou contexto pouco usual. Diferentemente da fraude ou do "conto-do-vigário" (os quais geralmente têm uma audiência de uma ou de poucas pessoas), e que são perpetrados com o fito de obter ganhos materiais e financeiros ilícitos, um embuste é frequentemente perpetrado como um trote, para causar constrangimento ou para provocar uma mudança social tornando as pessoas cônscias de algo. Muitos embustes são motivados pelo desejo de satirizar ou educar ao expor a credulidade do público e da mídia em relação ao absurdo do alvo. Por exemplo, os embustes de James Randi fazem troça dos que acreditam no paranormal. Os vários embustes de Joey Skaggs satirizam nossa disposição para acreditar na mídia.
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Nos nossos dias a mentira se tornou algo tão banalizado, mentira pequena , mentira grande, tudo é mentira. Sabemos que Deus não se agrada , mas continuamos a falar as mentiras nossas do dia a dia . Muitas das vezes até sem querer , quando vemos já falamos a "" MENTIRA "" . Mentira é uma praga que pode nos levar até a morte. (provocar desfechos horrrendos , escabrosos e etc) Nas escrituras encontramos varias admoestações a respeito da mentira , devemos orar e vigiar , pois a mentira pode se tornar em nossas vidas uma verdade para nós mesmo de tanto que mentimos. Cuidado a mentira assemelha-se ao embuste , muitos danos como já disse são causamos pelos embustes e mentiras . (São irmãs , tanto uma quanto a outra é condenável por Deus.)
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Significado de Admoestação :

s.f. Advertência, reprimenda, observação com caráter de crítica, de censura: fazer uma admoestação. (Sin.: conselho, exortação; repreensão, reprovação.)

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Escabroso - adj. Árduo, difícil, áspero: tarefa escabrosa. / Pedregoso, acidentado: caminho escabroso. / Inconveniente, indecoroso, indecente:...
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horrendo - adj. Que horroriza, que causa horror; tremendo, medonho, horroroso, horrível.... POR CÉLIA GOULART

Cirurgia para Obesidade Mórbida

Introdução
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Obesidade mórbida é definida, como o nome indica, como sendo aquela que traz consigo as doenças, ou o alto risco de adquiri-las, associadas ao excesso de peso. A obesidade é, atualmente, um dos maiores problemas de saúde pública no mundo ocidental, atingindo cerca de um terço da população e com aumento progressivo de incidência, sendo por isso chamada de a "epidemia" do terceiro milênio. No Brasil cerca de 15% dos adultos são obesos. A obesidade não é um problema moral ou de falta de vontade, mas sim um sério problema médico, geralmente mal tratado e com muitas causas, envolvendo componentes genéticos, metabólicos, hormonais, comportamentais, culturais, psicológicos e sociais. Dentre as várias doenças associadas à obesidade, as mais frequentes são a hipertensão arterial, diabetes, doenças nas articulações – principalmente coluna baixa e membros inferiores –, insuficiência respiratória, apneia do sono, varizes e trombose nas veias das pernas, doenças coronarianas, derrame cerebral, perda de urina – em mulheres, impotência, infertilidade e vários tipos de cânceres (mama, útero, intestino). Estas doenças não só pioram a qualidade como também diminuem o tempo de vida do obeso em 20%. O tratamento conservador da obesidade, por meio de mudanças no hábito alimentar, comportamental, exercícios físicos e medicamentos tem o seu lugar, porém, são ineficazes quando se trata de obesidade mórbida – Índice de Massa Corporal maior que 40. Vários estudos demonstram que, mesmo com emprego de novos medicamentos emagrecedores como a sibutramina, a cada 100 pacientes tratados apenas 34 conseguem perda ponderal de 10% ao final de 12 meses, perda esta que é muito pequena considerando-se o obeso mórbido. Além destes maus resultados na perda ponderal, o tratamento conservador falha na manutenção desta perda com o passar do tempo, sendo que a quase totalidade dos pacientes recupera o peso perdido e, muitas vezes, ultrapassam-no após cinco anos de acompanhamento. Desta forma, no consenso mundial sobre tratamento da obesidade, organizado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, em 1991, ficou estabelecido que o único tratamento eficaz na perda e manutenção ponderal do obeso mórbido é o tratamento cirúrgico.
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Classificação da Obesidade ===///===
Para se graduar a obesidade, é adotado pela Organização Mundial da Saúde o Índice de Massa Corporal (IMC), que é encontrado pela fórmula: IMC = Peso em quilos dividido pelo resultado da multiplicação da Altura em metros por ela mesma. Exemplo, uma pessoa de 1,70 m e peso de 90 kg tem um IMC = 31, 14, ou seja, tem uma Obesidade Leve. Assim, de acordo com a tabela abaixo são classificadas as diferentes categorias de obesidade.
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Índice de Massa Corporal - Categoria
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- IMC de 20 a 25 - Peso Saudável - IMC de 25 a 30 - Sobrepeso - IMC de 30 a 35 - Obesidade Leve - IMC de 35 a 40 - Obesidade Moderada - Acima de 40 - Obesidade Mórbida
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Quando está indicada a cirurgia?
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A cirurgia, também por consenso mundial, está indicada naqueles obesos que preencherem os seguintes critérios: - Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 40; - IMC maior que 35 com doenças associadas à obesidade; - Falhas de tratamentos conservadores prévios sob orientação profissional; - Ausência de doenças com riscos inaceitáveis para cirurgia; - Ausência de doenças endócrinas como causa da obesidade; e - Ausência de psicopatias graves, incluindo viciados em droga e álcool.
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Quais os objetivos da cirurgia?
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O objetivo do tratamento cirúrgico é não só eliminar ou minimizar as doenças associadas à obesidade, como também resolver os problemas psicológicos e sociais causados pela mesma nas coisas mais simples da vida. Como na higiene pessoal, problemas de locomoção, atividades sociais, sexuais e no trabalho. Resumindo, o objetivo do tratamento cirúrgico é melhorar não somente a qualidade, como também o tempo de vida do obeso, resolvendo os problemas de ordem física e psicossocial que o excesso de peso acarreta.
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Quais os tipos de técnicas de cirurgia para obesidade mórbida?
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Existem basicamente três tipos de cirurgias para o tratamento da obesidade: as restritivas, as má absortivas e as híbridas. As primeiras cirurgias para obesidade iniciaram-se na década de 50 e eram do tipo má absortiva, ou seja, diminuíam o tamanho do intestino delgado de cerca de 6 a 7 metros para 35 a 45 cm de extensão, fazendo com que os alimentos não fossem adequadamente digeridos e absorvidos, levando à diarreia e má absorção. A perda ponderal com este método era alta – 60% a 70% do peso –, porém complicações graves surgiram com o tempo levando, a altas taxas de mortalidade, fazendo com que fossem totalmente abandonadas. Nos anos 80 iniciou-se a era das cirurgias restritivas, ou seja, aquelas que restringem a ingestão alimentar por diminuição do volume do estômago de aproximadamente 2,0 litros para algo em torno de 20 ml promovendo assim, saciedade precoce. Com esta técnica a perda ponderal média ao final de 1 ano é de 20 % a 25% porém, a partir do 2º ano os pacientes novamente voltam a ganhar peso, principalmente aqueles que ingerem alimentos líquidos e pastosos altamente calóricos, como sorvete, leite condensado e pudins. Baseando-se no mesmo princípio restritivo estão as bandas, ou prótese de silicone, inicialmente colocadas por cirurgia aberta e ultimamente por laparoscopia. Estas bandas "estrangulam" a parte superior do estômago, formando um estômago em "ampulheta", dificultando o esvaziamento do compartimento superior para o inferior, levando da mesma forma acima citada à saciedade precoce, e como aquela, promove perda ponderal semelhante (20% a 25 %) e reganho de peso a partir do 2º ano. Deve, portanto, ter sua indicação bem precisa, já que para os grandes obesos e comedores de doce traz maus resultados. Outras desvantagens são o custo – cerca de 2.000 dólares – e a durabilidade da prótese de aproximadamente 15 anos. No final dos anos 80 e início dos anos 90 surgiu o tipo híbrido de cirurgia para obesidade, o qual associava a restrição por meio da redução do estômago com uma leve má absorção por meio da diminuição de apenas 1 metro do intestino. Esta cirurgia foi desenvolvida pelo cirurgião colombiano Rafael Capella, radicado nos Estados Unidos e leva o seu nome. Com essa técnica a perda ponderal média após um ano chega a 40 % do peso pré-operatório e mantém-se assim com o passar dos anos. Esta é atualmente a técnica mais utilizada em todo o mundo, inclusive no Brasil, sendo considerada, no momento, o padrão ouro do tratamento cirúrgico da obesidade mórbida.
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Quais os riscos da cirurgia?
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O risco é o mesmo de qualquer outra cirurgia de grande porte, mas existe e deve ser considerado. Abertura dos grampos ou das emendas pode ocorrer, mas é pouco comum, podendo levar o paciente a uma nova cirurgia. Embolia pulmonar – sangue coagulado nos pulmões – e morte podem ocorrer, como em qualquer cirurgia, mas é raro (1%). No pós-operatório tardio poderá acontecer queda de cabelo por volta do terceiro mês, mas recuperável. Pode ainda ocorrer vômitos esporádicos e diarreia associada a mal-estar quando se come doces.
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Fonte: http://www.agendasaude.com.br/ *

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