Programa de combate ao crack multiplica número de atendimentos a dependentes químicos Publicado por Tiago Chagas em 18 de fevereiro de 2013








Após pouco mais de um mês do início da medida conjuntaentre o governo do estado de São Paulo, o Ministério Público, a OAB e a Justiça para a internação compulsória de dependentes químicos da região da cracolândia, em São Paulo, o número de pacientes que buscam ajuda se multiplicou.
A medida que prevê a internação compulsória foi amplamente divulgada pela mídia, dado o tamanho do problema envolvendo as drogas na capital paulista, especificamente o crack. Essa divulgação motivou dependentes a buscarem ajuda espontaneamente, de acordo com informações do Jornal Nacional, da TV Globo.
Anteriormente, semanalmente 30 dependentes químicos buscavam ajuda no Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod). Agora, quase o dobro desse número buscam ajuda diariamente no local. Uma ampliação de emergência teve que ser implantada no local para atender a demanda.
“Quatro anos fumando crack. O meu irmão me viu fumando e quis experimentar também, e entrou também nessa vida”, conta um dos dependentes entrevistados pela reportagem, e que estão sendo atendidos pelo Cratod. “Eu passo madrugadas atrás deles. É sair fora de casa, com quatro dias, que eles vão voltar. Sai bem bonito, bem arrumado. Volta todo maltrapilho, naquele estado, sabe, lamentável”, revela o pai dos adolescentes.
Com o atendimento prestado pelo Cratod, o jovem afirma que vai tentar uma nova vida após o tratamento: “Eu pretendo mudar de vida, porque isso não é vida para ninguém”.
Rosângela Elias, coordenadora de Álcool e Drogas da Secretaria Estadual da Saúde, ressalta que essa evolução é apenas o começo de uma longa batalha, e que o envolvimento da sociedade é essencial: “A internação não é a garantia de uma abstinência. A reinserção é que vai dar essa garantia de um melhor desempenho. A família é fundamental nesse processo. A família, apoiando esse projeto terapêutico que será construído de tratamento, ajudando na reconstrução dos sonhos e da história dessa pessoa”, destaca.
Um dado que chama a atenção é que até hoje, nenhuma internação compulsória – ou seja, sem o consentimento do dependente – precisou ser feita, pois as pessoas que precisam do tratamento acabam convencidas a aderir ao programa.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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