É oficial: pastor Marco Feliciano é o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara









O pastor Marco Feliciano foi confirmado pelo PSC como seu candidato à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.
Como há um consenso entre os partidos da base aliada do governo, a votação segue apenas como uma formalidade, e o indicado do partido é o virtual eleito, fato que se confirmará na votação, que acontecerá nesta quarta-feira, 06 de março, às 14h00.
Minutos antes da coletiva de imprensa do partido para o anúncio do nome do candidato, o próprio Feliciano usou seu perfil no Twitter para publicar um link de seu site onde seria transmitido o anúncio.
No último dia 28 de fevereiro, o PSC publicou em seu site uma nota onde afirmava que seu indicado seria um parlamentar que já atuasse na comissão e que defendesse o ponto de vista do partido: “Após dois anos à frente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, neste ano de 2013, o Partido Social Cristão (PSC) escolheu assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. O líder do PSC, deputado André Moura (SE), deve anunciar o nome do parlamentar que irá ocupar o cargo nesta terça-feira (5). Moura adianta que escolherá um nome que já atue na área de Direitos Humanos e que defenda as bandeiras de luta do Partido Social Cristão”.
A indicação de Feliciano para um dos principais cargos do partido no Congresso é uma mostra da priorização do partido para temas delicados e que são conflitantes com princípios do cristianismo.
A candidatura do pastor assembleiano foi cercada de polêmica e protestos por parte do ativista e deputado federal Jean Wyllys (Psol), além de campanhas contrárias encabeçadas pelo apresentador do CQC Marcelo Tas e pelo movimento cristão Rede Fale. O PT tentou articular, de última hora, uma troca do nome do candidato do PSC, porém, sem sucesso.
Marco Feliciano concedeu uma entrevista ao site da revista Veja na segunda-feira, 04 de março, e afirmou que “a comissão [de Direitos Humanos] discute exatamente como garantir melhores condições para setores considerados excluídos. Existe um protecionismo exacerbado com o movimento LGBT. O medo deles é que eu comece a revirar a caixa de Pandora e ver onde as verbas foram investidas, se houve direcionamento”.
Para o deputado federal, a postura dos ativistas gays é contraditória, quando o acusam de intolerância e racismo: “Não tenho problemas em discutir assuntos ligados à homossexualidade. Eles é que não dão direito ao contraditório. Não os xingo de nenhuma palavra. As palavras obscurantista, fundamentalista e desgraçado foram usadas por eles contra mim”.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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