Igreja Presbiteriana lamenta “despreparo teológico” de Marco Feliciano; Reverendo afirma que “se fosse Deus, faria o pastor ter um derrame” Publicado por Tiago Chagas em 23 de abril de 2013



Marcos Amaral da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU)

Meses após o surgimento das primeiras polêmicas envolvendo o nome do pastor Marco Feliciano (PSC-SP), eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), suas declarações polêmicas continuam rendendo críticas.
A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU) divulgou parecer posicionando-se contra as posturas adotadas pelo pastor e lamentando o que considerou um “despreparo teológico”, e que seria a causa das frases polêmicas.
Segundo informações do jornal Extra, o parecer foi assinado pelo Conselho Coordenador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (CC-IPU), e afirma que Marco Feliciano atua na defesa de uma “agenda própria”, que interessa a um número restrito de cidadãos.
“[A IPU alerta] que o deputado Marco Feliciano defende uma agenda política própria, que interessa a um grupo restrito de brasileiros, muitos deles denominados evangélicos. […] embora qualquer deputado tenha o direito de exercer a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, [a IPU] considera-o sem condições políticas para o pleno exercício deste cargo”, pontua o texto.
A frase publicada no Twitter, em que Feliciano lista uma das vertentes teológicas que creem que o continente africano foi povoado por um neto que Noé amaldiçoou, foi citada especificamente pelo parecer da IPU como exemplo do que seria a falta de conhecimento do pastor: “Vergonhosamente demonstrado na sua defesa da interpretação da origem dos povos africanos e no desconhecimento e desrespeito aos direitos das minorias”, frisou.
A IPU ressalta ainda que, a seu ver, cristãos na política devem seguir princípios éticos e coletivos, “o que lamentavelmente não se pode verificar nas chamadas operações Sanguessuga, Entre Irmãos e Pandora, nas quais se verificou a presença de deputados intitulados evangélicos” nos atos investigados.
A denominação é uma das cinco igrejas que formam o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), que já havia se manifestado contrariamente ao pastor Feliciano. As demais igrejas são a Católica Apostólica Romana, Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e Sirian Ortodoxa de Antioquia.
Derrame
O pastor presbiteriano Marcos Amaral, conhecido por sua participação no programa Amor e Sexo, da TV Globo, publicou em seu blog um texto em que fala dentre outras coisas, sobre o caso Feliciano.
Amaral diz que se “fosse Deus”, tomaria decisões diferentes a respeito de fatos marcantes, como as mortes de Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr; Emílio Santiago, cantor popular; e Hugo Chávez, presidente da Venezuela.
Numa crítica pessoal – e desvinculada da Igreja Presbiteriana – Amaral diz que “colocaria o pastor [Marco Feliciano] para ter derrame, pois com isso, talvez, tivesse a generosidade necessária para com todo aquele que necessita, merece e requer proteção, como nós evangélicos que um dia fomos minoria, e ansiamos ser respeitados e tratados como iguais, como hoje se vê, após décadas de dor, sofrimento e até mesmo perda de vidas”.
A frase polêmica de Marcos Amaral foi contestada por um de seus leitores: “Gostaria de saber se o senhor realmente escreveu isso ‘se eu fosse Deus, faria Feliciano ter um derrame’, por mais infeliz que seja os comentários dele não acho certo combater nossos irmãos principalmente usando rede social onde os abutres estão procurando um comentário infeliz como o que supostamente o senhor publicou, a final de que lado o Rev. esta?”.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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