“Não somos contra os homossexuais, mas contra a prática”, diz José Wellington presidente da CGADB





Poucas horas depois de divulgados os números finais da votação para presidente da CGADB, que confirmaram o pastor José Wellington Bezerra da Costa, líder da Assembleia de Deus em São Paulo, Ministério do Belenzinho, para mais quatro anos à frente do órgão máximo da denominação no país, o líder da CGADB cedeu esta entrevista ao jornal Mensageiro da Paz, onde fala sobre a importãncia do resultado, sobre alguns compromissos para este quadriênio que se inicia e também traz uma palavra aos assembleianos de todo o país.

Deus tem para cada geração homens que ele destaca para marcar aquela geração, e a verdade é que a igreja no Brasil tem observado o senhor como um homem que Deus levantou nas últimas décadas para manter o perfil da denominação e como uma grande líder para a AD, o que mais uma vez é confirmado nesta eleição em Brasília. Como o senhor se sente diante de tudo isso.
Creio que sim e estou muito agradecido ao Senhor, porque esta foi a 10ª campanha para a presidência da CGADB da qual eu participo. No mês de janeiro, eu completei 25 anos na liderança da entidade e se Deus me conceder vida e saúde, terei mais quatro anos à frente da CGADB.
Estou feliz e espero contar com a cooperação de meus companheiros da Mesa Diretora e o apoio de todos os pastores do Brasil e de toda a igreja, que tem sido a força maior para o trabalho que estamos realizando.
Sabemos que para os próximos anos os trabalhos continuam intensos, com, por exemplo, o projeto evangelístico AD na Copa. Como estão os preparativos para esse evento e outros?
Estamos fazendo uma programação muito bonita, inclusive apresentamos ela aos convencionais reunidos em Brasília. Esperamos que a Assembleia de Deus continue como carro-chefe das igrejas evangélicas no Brasil; e se Deus permitir, em 2017, estaremos realizando mais uma reunião de nossa Conferência Mundial Pentecostal, desta feita em São Paulo, uma vez que a última realizada no Brasil aconteceu no Rio de Janeiro, em 1967. Esperamos uma grande festa.
Quais seus planos para o futuro da CGADB e CPAD?
A CPAD tem tido uma administração sadia e seu crescimento tem sido aos olhos de todos aqueles que acompanham a Casa. Com relação à igreja no Brasil, quero manifestar o nosso maior propósito, que é continuar conduzindo almas para o Senhor. A nossa prioridade é divulgar o Evangelho. Também temos o trabalho social a ser ampliado, e isso é notório, porque a igreja experimenta um grande crescimento, e nós temos que fazer com que esse crescimento seja acompanhado com mais atendimento social. Porém, no setor administrativo e eclesiástico, temos também um grande ministério no Brasil, e os nossos trabalhos nesse sentido irão continuar através de uma sucessão de eventos que serão realizados. Não somente Escolas Bíblicas Nacionais e nossos simpósios, mas também eventos de Escola Dominical promovidos pela CPAD.
Na última sessão convencional, com a presença, inclusive, de jornalistas da imprensa secular, a Mesa Diretora da CGADB leu um manifesto contra o aborto, o “casamento” homossexual, a profissionalização da prostituição e a legalização do aborto e das drogas. Fale-nos sobre a importãncia desse manifesto.
Quando a igreja começou a experimentar uma nova fase de crescimento, e isso começou a acontecer, pela graça de Deus, depois que assumimos a presidência desta entidade, eu entendi que precisávamos eleger representantes para cuidar da vida administrativa do nosso povo, ou seja, de representantes nossos junto ao poder público. Hoje, temos na Câmara 28 deputados federais que são assembleianos, e temos mantido contato e orientado os nossos irmãos para que nos representem diante de algumas leis nefandas que tramitam na Câmara e no Senado.
Nós somos evangélicos e a Palavra de Deus não nos autoriza a prática do aborto, que é um crime; a Bíblia também não autoriza a união entre pessoas do mesmo sexo, porque o homem deve casar-se com uma mulher e o apóstolo Paulo ensina que a união deve ser monogâmica. Certa feita, eu li uma notícia de que um juiz no Estado do Amazonas autorizou um cidadão contrair núpcias com duas mulheres e a atual situação está declinando para o ridículo. Mas, eu quero deixar claro que não somos contra os homossexuais, mas contra a prática, que é considerada pecado. Nós amamos essas pessoas e o nosso desejo é conduzi-las a Cristo. Mas quanto à legalização do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, nós somos totalmente contra, não podemos aceitar uma indecência como essa. A Igreja tem que estar preparada, porque esse panorama nos faz acreditar que Jesus estará chegando brevemente. Nós, pastores, temos a responsabilidade de ensinar as pessoas sobre todos esses sinais, lembrando que são um prenúncio da Vinda de Jesus e a Igreja deve estar preparada para o evento. No Salmo 108 está escrito: “O meu coração está preparado, ó Deus!”. Devemos estar prontos para esse encontro.
Foi notória a manifestação de apoio e a alegria que veio de toda parte depois de anunciado o resultado final da votação. Como o senhor vê sua reeleição? Muitos têm a destacado como a manutenção do modelo que seguiu até aqui e que fez a denominação crescer.
Na verdade, os nossos pastores são conservadores e representamos esta grande maioria dos obreiros que ainda procuram manter a nossa denominação dentro de seus parâmetros, não somente dentro da Bíblia, mas também dentro da orientação de nossos pais na fé, ou seja, os pioneiros suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg.
Chama a atenção também o fato de que a igreja cresceu muito e hoje todos olham para a Assembleia de Deus, mesmo sendo ela uma denominação evangélica que nunca se preocupou muito com a mídia.
Acredito que a bênção de Deus sobre nós tem levado a nossa igreja a receber, não somente do povo, mas também de nossas autoridades, o carinho que ela merece. Deus tem projetado a Assembleia de Deus em todos os prismas de nossa sociedade e graças a Deus que temos algumas dezenas de deputados estaduais e mais de 200 vereadores, de modo que existe uma penetração de nossa igreja em muitas camadas sociais, algo que não tínhamos no passado.
Esperamos que o desenvolvimento da igreja continue, isso porque não vamos mudar o seu modelo, vamos procurar continuar a ensinar aos irmãos dentro da simplicidade que é peculiar ao povo assembleiano. Realmente, não temos o costume de aparecer na mídia, mas preferimos ficar aos pés do Senhor e em oração, porque quando oramos, a bênção de Deus vem sobre nós.
Que mensagem o senhor deixa para os assembleianos de todo o país?
Em primeiro lugar, dirijo- -me aos obreiros da Assembleia de Deus: somos uma só família e recebemos uma só doutrina, um só Espírito Santo e cremos em um mesmo Deus, por isso mesmo devemos manter esta bênção que Deus tem derramado sobre o coração de todos os assembleianos. Quero dizer aos irmãos que continuaremos a observar a doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações. A Assembleia de Deus tem o seu modelo próprio.
Deus deu o modelo para a sua igreja no Brasil, que difere em todas as igrejas em todos os países do mundo. Pelo que eu faço, eu conheço os cinco continentes da Terra e não existe uma Assembleia de Deus semelhante a que temos em nosso país, por isso eu me sinto muito feliz e certo de que Deus tem nos levado nesta nação brasileira. Continuemos trabalhando e falando de Jesus, porque isso é prioridade em nosso ministério: ganhar os pecadores para o Reino de Deus. Há um desafio muito grande diante de todos nós: um Brasil com quase 200 milhões de habitantes. Há muito a ser conquistado.
Fonte:  Mensageiro da Paz – Número 1536 – maio de 2013, CPAD


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