Adventista é condenado à prisão perpétua por enviar mensagem sms




Sajjad Masih Gill, de 28 anos, que mora no distrito de Pakpatan em Punjab, foi condenado pela justiça a prisão perpétua e uma multa de 200 mil rupia paquistanesa, cerca de (4 mil reais), por insultar o profeta Maomé e o Islã.
Os atos considerados de blasfêmias são tratados com extremo rigor pelas autoridades do Paquistão, fazendo com que o país seja criticado em âmbito internacional.
Neste caso o jovem esta sendo acusa de enviar “SMS blasfemos”, ou seja, ele cometeu blasfêmia através de seu telefone celular, versão esta contestada pelo seu advogado no caso, Nadeem Anthony. Ele garante que não existem provas contra o seu cliente, informou a agencia Fides.
De acordo com os membros da comunidade cristã em Gojra, as acusações contra o jovem são infundadas, pois em seu telefone que foi enviado para a policia não havia nenhuma mensagem de blasfêmia, nem tão pouco existe testemunhas de que ele tenha cometido tal crime.
Segundo uma reconstrução do jornal Minorities Concern of Pakistan, por trás deste caso existe uma historia de rivalidade amorosa e ciúmes: uma jovem apaixonada por Sajjad Masih Gill teria sido casada pelos seus pais com outro homem residente no Reino Unido. Este último, por ciúmes, havia registrado uma linha telefônica em nome de seu rival e enviado as supostas mensagens SMS.
Os advogados de defesa anunciou um recurso de apelação diante o Supremo Tribunal. A comunidade de Adventistas do Sétimo Dia, da qual o jovem é membro, se reuniram em oração por Gill, pela sua família e por todas as vitimas inocentes pela lei de blasfêmia.
Os cristãos, que representam cerca de 2,5 milhões dos 162 milhões de habitantes deste país de maioria muçulmana, eles exigem uma revisão da lei anti-blasfêmia, introduzida no país em 1986, que pune com prisão perpetua e ate meso com pena de morte todo ataque contra os sentimentos religiosos dos muçulmanos.


 

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