Caio Fábio classifica deputado José Genoíno, condenado no mensalão, como “honesto entre lobos” e gera polêmica


O mensalão e seus condenados ocupam há anos as manchetes da imprensa brasileira, e mesmo após a prisão dos condenados, há ainda muitas discussões a respeito do assunto. A mais recente, motivada pela declaração do reverendo Caio Fábio sobre o deputado detento José Genoíno (PT-SP).
Em sua página no Facebook, Fábio afirmou que acredita que o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores seja inocente da arquitetura do escândalo do mensalão, mas admite que como um dos responsáveis pelo PT, pode ter sim cometido falhas que o levaram à condenação.
“Quando comentei sobre o Genoíno no Caso do Mensalão, eu disse dele: ‘O Genoíno pode ter cometido alguma irregularidade documental e burocrática, mas ele não viveu a vida assim’. E disse mais: ‘O conheço e tenho carinho por ele; embora não possa dizer a mesma coisa do Lula e do Dirceu, quanto a terem a mesma isenção e honestidade de consciência’. Sempre vi o Genoíno como um honesto entre os lobos. Conheço esse lugar. Já estive aí por causa de apelos tanto do Lula, como da Bené e do Dirceu. Isto eu seu. E mais: sei como funciona”, escreveu.
A definição “honesto entre os lobos” gerou inúmeros comentários dos usuários do Facebook, em sua maioria, de reprovação.
Raquel Elana, jornalista e missionária na Síria, comentou a publicação de Caio Fábio em sua coluna neste portal, e ressaltou que provar a inocência de quem conduzia o partido responsável pela arquitetura deste escândalo de corrupção é uma tarefa desafiadora.
“O fato é que inocentes sofrem perseguição e pagam pelas maldades do mundo. Mas como saber se o deputado condenado num dos maiores escândalos políticos da história é realmente inocente? Para onde afinal foi parar o dinheiro desviado? Por quê Lula, o homem que é a grande estrela do PT não se manifesta a favor dos ‘companheiros’? Em se tratando de poderes, tudo pode acontecer. O inocente pagar pelo pecado de outro, perder a vida e até morrer para que os peixes maiores sejam preservados. Minha oração é para que a Igreja saiba como agir e reagir, e tenha discernimento sobre aquilo que não dominamos ou não entendemos. Pelo poder político muitos já morreram e outros são sacrificados. Que saibamos como agir, pensar e votar corretamente neste momento”, pontuou Elana.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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