Gangues dificultam a evangelização em El Salvador




El Salvador – O controle territorial das gangues tem atingido os membros das igrejas evangélicas de diversas denominações que visitam as colônias de Soyapango, para evangelizar os seus vizinhos.
gangues,evangelização,el salvadorPara evitar que os policiais se passem por cristãos, a gangue tem solicitado a credencial dos membros das igrejas que pretendem entrar em seus “territórios” para levar a palavra de Deus de casa em casa.membros de gangues um cartão pedindo que os membros da igreja que procuram entrar no seu “território” e trazer a palavra de Deus de casa em casa.
Antônio (pseudônimo por segurança), é membro de uma das igrejas de Soyapango, disse que todos os domingos ele sai com um grupo de irmãos para evangelizar as pessoas em suas casas, e aquelas que circulam nas ruas e até mesmo os membros das quadrilha, no entanto os membros dessas estruturas criminosas estão agora a pedindo identificação para garantir que realmente são evangélicos e não “os jurar”, como comumente chamado a polícia.
Antonio conversou com Diario La Página e segundo ele “durante anos temos evangelizado sem nenhum problema nas colônias de Soyapango e inclusive temos  conseguido levar alguns da gangue para o ‘caminho do bem’, mas nos últimos meses a situação tem sido complicado pois as gangues tem solicitado uma credencial, com nome, foto e logo da igreja, sem isso não permitem a nossa entrada na região ou até mesmo podem nos matar”.
- Em uma das ocasiões que estávamos pregando em Soyapango seguiram-nos quadro membros da gangue até que um deles se dirigiu até mim e me que questionou sobre o que estávamos fazendo.
Minha resposta foi contundente: ‘Andamos falando da Palavra de Deus’ e ele também foi claro em sua resposta… ‘Com os filhos de Deus não nos metemos’….
Nesta ocasião tratamos de deixar claro que nós não procuramos conflito com ninguém, muito menos causar-lhes dano, pelo contrário, falar do amor de Deus e que todo o ódio que possa estar em seus corações podem ser perdoado por Jesus Cristo.
No final nos explicaram que esse era “seu território” e que eles decidem quem entra e que não entra. E que se quisermos continuar evangelizando deveríamos estar bem identificados. Ele disse ainda que sempre seriamos acompanhados e vigiados em nosso processo de evangelização.
Nesse dia por segurança decidimos não continuar, principalmente porque nos acompanhavam alguns jovens da gangue.
Ao chegar em nossa igreja, informamos o pastor o que aconteceu e ele nos disse que  não devíamos ter medo por Deus estava do nosso lado e nos recordou do texto bíblico de Mateus 5:10 “Bem aventurados os que padecem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”, no entanto para evitar inconvenientes afirmou que cumpriria com a petição da gangue no caso dos cartão de identificação.
Em seguida, o pastor confirmou que tinha inclusive recebido uma carta do grupo com este pedido.
Aparentemente, a credencial solucionou a situação, mas como são muitas as colônias em Soyapango e estas são controlados por gangues contrarias, em cada uma delas temos que tratar com os “meninos”.
Em outra ocasião nos rodeou um grupo de membros das gangues e nos questionaram o nosso trabalho de evangelização, então falamos com eles e expressamos que não tínhamos medo porque Jesus nos acompanhava. Eles expressaram que nos respeitavam e que por sermos cristãos não nos fariam nada, mas que eles estariam nos vigiando.
Os jovens cristãos são os mais afetados por todo este problema, já que são perseguidos ou assediados para que se juntem as gangues.
Em Soyapango, a situação esta difícil para nós. Em Mejicanos as gangues até pedem emprestados os carros dos evangélicos ou pedem que nos transportemos objetos ilícitos de um lugar para outro.
O pastor Mario Hernandez, da igreja Batista “Mies” e presidente da Associação das Igrejas Evangélicas de Soyapango (Eisoy) confirmou este tipo de caso, mas enfatizou que se tratam de incidentes isolados já que existe um respeito bem marcado das gangues para os cristãos e os seus esforços de evangelização.
Hernandez disse que nesses casos, é principalmente contra jovens que as gangues questionam quando circulam nas colônias, já que muitas pessoas que não são cristãos se fazem passar como membros da igreja, quando, na verdade, procura fazer danos a gangue adversária.
“Há casos em que eles perguntam aos jovens versículos ou que cantem um corinho para ver se realmente são cristãos e em seguida os deixam ir“, explicou Hernández.
Ele também enfatizou que não existe um conflito entre as gangues e a igreja; pelo contrário, está realizado muito trabalho social e religioso a favor das gangues e que eles reconhecem o trabalho da igreja e portanto permitem o acesso aos missionários para as colônias.
O religioso reconheceu que há colônias mais complicadas do que outras…

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