Pastores do Quênia pedem armas ao governo para proteger igrejas dos ataques de extremistas islâmicos





Preocupados com os ataques contra as suas igrejas e congregações, alguns pastores da região costeira do Quênia estão pedindo armas ao governo do país como forma de se protegerem de extremistas islâmicos.
O pedido dos líderes religiosos foi motivado pelo crescente conflito religioso na região, que se intensificou recentemente depois que os pastores evangélicos Charles Mathole e Ibrahim Kithaka foram mortos dentro de suas igrejas. 
Os líderes cristãos afirmam que os ataques aumentaram a devido à radicalização de jovens muçulmanos. Os ataques ocorreram em meio a protestos de muçulmanos que estavam sendo vistos como alvos na guerra de Nairóbi contra o terrorismo.
- Muitas de nossas igrejas não têm qualquer proteção. Elas não têm muros ou portões. O governo deve enviar fuzis AK-47 para cada igreja, para que possamos impedir que elas sejam queimadas, que a nossa propriedade seja saqueado e que nossos pastores e cristãos sejam mortos – afirmou Lambert Mbela, um pastor na igreja do pastor Mathole, durante seu funeral.
Segundo o Charisma News, três semanas antes dos últimos assassinatos, jovens muçulmanos incendiaram uma igreja do Exército da Salvação na área de Majengo em Mombasa, para protestar contra o assassinato do Sheik Ibrahim “Rogo” Omar.
O pedido divide a opinião entre os cristãos quenianos, enquanto alguns afirmam que o pedido de armas reflete a crescente frustração com a insegurança, outros dizem que a medida contraria os ensinamentos bíblicos tradicionais da não violência, ou poderia ainda colocar igrejas e congregações em mais risco.
O reverendo Peter Karanja, o secretário-geral do Conselho Nacional das Igrejas do Quênia, comentou o caso em uma entrevista coletiva em Limuru, perto de Nairóbi, afirmando que não acredita que armar os religiosos irá garantir a segurança, mas que esse pedido demonstra que os quenianos estão ficando cansados com tanta insegurança.
Karanja desafiou o governo a mobilizar pessoal e recursos suficientes para melhorar a segurança em igrejas, escritórios e residências sem ter que armar os líderes religiosos.
- O que não concordo é com que cada pastor deve ser armado para garantir que eles são seguros – afirmou.
Porém, alguns líderes muçulmanos, por sua vez, apoiaram o pedido dos pastores, mas disseram que deve haver um controlo completo de quem recebe as armas.
- É uma boa ideia, mas nem todos os clérigos devem receber as armas. Alguns são desonestos e isso pode representar ainda mais perigo para os outros líderes religiosos – afirmou o Sheik Juma Ngao, presidente do Conselho Muçulmano do Quênia.
Por Dan Martins, para o Gospel+

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