Baixa audiência no Festival Promessas é recompensa pelo desrespeito que a Globo trata os evangélicos





Eu sei que vão dizer que eu estou de implicância com a Rede Globo. Mas afinal, contra fatos não há argumentos. Certo? Então vamos aos fatos.
Desde a promoção do pastor Marco Feliciano a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados à mídia – e nela está incluída principalmente a Rede Globo – iniciou uma campanha de promoção da homossexualidade.
A militância da emissora tornou-se tão expressiva que passou a receber criticas das mais diversas lideranças religiosas contra sua programação. Estava claro a intenção de promover todo o tipo de comportamento que desvalorize a crença, principalmente em relação ao cristianismo. A emissora passou a fazer ativismo e tentar doutrinar a sociedade a ser favorável ao aborto, à homossexualidade e a liberação das drogas.
Chegou a expor crianças a beijo gay durante um dos seus programas. Usou a novela “Amor à Vida” para pregar ideologia anti-religiosa e pró-aborto e na mesma novela passou a promover a homossexualidade e, ao mesmo tempo, inseriu a participação de personagens evangélicos. Além disso, no dia em que lideres evangélicos reuniram quase 70 mil cristãos em Brasília para uma manifestação pacífica, a imprensa cobria a marcha de meia dúzia de maconheiros em São Paulo.
A Globo tem um longo histórico de impasses com os cristãos, principalmente evangélicos. Mas desde que surgiu o Festival Promessas criou-se uma expectativa de que a emissora poderia mudar sua postura. O que não aconteceu. Por isso, o resultado é o esperado: baixa audiência, críticas e a possibilidade de a emissora romper de vez com os evangélicos.
Sou crítico, confesso, mas com uma boa dose de cautela. Não critico os cantores que participaram do Promessas. Acredito que eles estão aproveitando uma oportunidade de anunciar o evangelho, apesar de achar que lhes falta postura em relação a temas polêmicos. Porém, acho que estão no direito de participar da programação ao serem convidados.
É evidente que não existe coerência entre a possibilidade de anunciar o evangelho e o desrespeito com que a emissora trata os evangélicos do país. Principalmente depois de ver a péssima qualidade como o Festival de 2013 foi preparado.
Não posso ensinar peixe a nadar, mas a emissora deveria saber que ao criticar e expor sua opinião de forma militante teria como recompensa o repúdio dos evangélicos e cristãos em geral.
Mas o problema maior em relação à postura da emissora, na clara preferência por temas degradantes, é que ela não apresenta o contraditório. Tendo a achar que existe um interesse obscuro por trás disso, pois ao censurar o contraditório acaba sugerindo um perfil progressista.
A emissora não convidará um pastor evangélico para um debate franco sobre qualquer assunto, pois para eles a opinião de um líder evangélico é sempre reacionária. Afinal, pastor evangélico nunca tem uma opinião progressiva do ponto de vista dos seus diretores e apresentadores.
Já escrevi isso aqui e reitero: a emissora têm em sua grade de programação muitas coisas que contrariam os ideais cristãos. Faz parte da agenda. É parte do objetivo da empresa na doutrinação da sociedade.
Além do mais, a Globo deu pouca importância à música gospel. Cancelou um evento poucos dias antes e fez uma apresentação chula com a participação dos cantores em Brasília. Ainda que a emissora procure aproximação com os evangélicos, ao ridicularizar pastores, agir com pouco profissionalismo e desprezar os valores que defendemos, ela acaba tendo como resultado o que se viu no último domingo: baixa audiência e muitas críticas.


* As opiniões expressas nos textos publicados são de exclusiva responsabilidade dos 
respectivos autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Gospel Prime.


 Autor(a)
Michael Caceres

Michael Caceres

Conferencista, palestrante, escritor, contemplador, aprendiz e examinador de questões teológicas.

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