Sociólogo afirma que jogos online podem substituir a experiência em grupos religiosos





O sociólogo americano William SimsBainbridge publicou recentemente seu livro eGods – Fantasy versus Faith in Computer Games (não publicado no Brasil), no qual publica sua pesquisa sobre a relação da fé com o mundo dos RPGs online de múltiplos jogadores, como World of Warcraft. Na publicação, o estudioso afirma que tais jogos poderiam tomar, aos poucos, o papel social da religião.
- A substituição da religião não é perfeita, mas essas novas formas de arte podem trazer compensação psicológica para desejos ainda desconhecidos, melhoria de status social e até aumentar o sentimento de que a vida tem um significado – afirmou SimsBainbridge, em entrevista à revista Galileu.
- O admirável é que o artista [que desenhou o game] faz isso criando ficções, deixando claro que está inventando, enquanto padres e religiosos mentem sem vergonha alguma – completou o sociólogo.
No livro, o sociólogo mapeou também as religiões existentes dentro de Três grandes jogos do segmento: World of Warcraft, Everquest II e Fallen Earth.
Veja um resumo desse mapeamento:
Everquest II: Existem 18 deuses vaidosos e caprichosos que abandonaram o mundo e voltaram. A devoção traz vantagens no jogo.
Fallen Earth: Os cogs, uma das várias facções, são devotos da tecnologia e consertam aparelhos quebrados com orações. Querem acabar com toda a humanidade, porque acreditam ser possível “reiniciar” o mundo.
World of Warcraft: Entre as 19 seitas e grupos há a Churchof The Holy Light, que prega a existência de uma grande força protetora e fazer boas ações. São mais de 800 mil membros. Outro é o culto à Moongoddess: a deusa da lua, que não permite violência
.
A opinião de William SimsBainbridge é compartilhada também pela estudiosa de games Jane McGonical, que afirma que a experiência dos games pode ajudar a “consertar alguns dos nossos problemas sociais mais graves”.
- A cooperação vista em jogos como World of Warcraft pode ajudar a melhorar o mundo e consertar alguns dos nossos problemas sociais mais graves. É possível sim estipular que a experiência nesse tipo de jogo possa impactar a vida do jogador em vários sentidos – afirma McGonical.
Mais cuidadoso ao abordar o assunto o brasileiro João Beraldo, designer de Taikodom, afirma que, com sua experiência nos games, “o jogador pode criar uma nova imagem de si mesmo ao se identificar com o personagem, e aprender a cooperar com outros”.

Por Dan Martins, para o Gospel+

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