Barack Obama convida bispo gay para realizar oração de encerramento do café da manhã de Páscoa da Casa Branca




Anualmente a Casa Branca, sede do governo norte-americano, realiza um café da manha de Páscoa, que reúne diversos líderes religiosos. Porém, a cerimônia desse ano foi marcada pela presença do primeiro bispo abertamente gay da igreja Episcopal (Anglicana), que realizou a oração de encerramento da cerimônia.
O bispo Gene Robinson foi convidado diretamente pelo presidente Barack Obama para fazer a oração final do encontro. Em entrevista ao jornalista Alex Wagner, da MSNBC, Robinson comentou sobre o convite e falou sobre a oração que ministrou no evento.
- Eu fiz o que sempre faço em orações, que é pedir a bênção de Deus a seus filhos em todo o mundo. Pedi ainda uma bênção especial sobre esta nação e nosso presidente, e já que mencionou o Papa Francisco, eu sempre oro pelos pobres, pelos oprimidos, e pelos marginalizados. Acredito que Deus se importa especialmente com eles – afirmou o bispo, que classificou a aceitação da igreja cristã à comunidade LGBT como “inevitável”.
- Eu acho que é tomado com o ar da inevitabilidade. Vemos essa mudança na cultura. A evolução do presidente Obama neste tópico é realmente um reflexo do que tem acontecido por toda a nação, por todo grupo demográfico, e certamente entre as pessoas jovens – afirmou o religioso.
Gene Robinson afirmou ter ficado honrado com o convite, e publicou sobre isso em sua conta no Twitter, afirmando eu o convite para a oração aconteceu “totalmente de improviso”.
Apesar de o convite para realizar a oração ter sido feito “fora do script” da cerimônia, essa não foi a primeira vez que Robinson foi chamado para orar em cerimônia ligada ao presidente Barack Obama. Ele já havia sido convidado também para a cerimônia de posse de Obama, realizada no Lincoln Memorial Center, em Washington.
Robinson é o primeiro bispo abertamente gay da igreja Episcopal (Anglicana), e o primeiro homossexual a ser nomeado a tal cargo em uma denominação protestante majoritária. Sua nomeação aconteceu em 2003, fato que provocou sérios conflitos na denominação, tendo sido, inclusive, cogitada a exclusão das igrejas episcopais dos EUA e Canadá da comunidade anglicana mundial.

Por Dan Martins, para o Gospel+

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