Africanos contrariam orientações sobre epidemia e lotam igrejas clamando pelo fim do surto do Ebola - Por Dan Martins em 14 de agosto de 2014





A epidemia do vírus ebola, que já matou cerca de 1.000 pessoas na África Ocidental, está levando um grande número de pessoas às igrejas dos países mais afetados pela doença. No último fim de semana as populações de Serra Leoa e Libéria lotaram igrejas na busca de serem liberto da epidemia.
Porém, as grandes aglomerações nas igrejas contrariam as orientações e alertas do governo para evitar grandes reuniões púbicas, a fim de conter a epidemia. O surto da doença fez com que Serra Leoa e Libéria foram declaradas zonas de emergência, visto que o Ebola que é uma doença altamente contagiosa e incurável. O vírus também afetou a população de Guiné e se espalhou pela Nigéria.
Apesar dos alertas para evitar aglomerações, um número cada vez maior de pessoas continua se reunindo nas igrejas, principalmente nas pentecostais, e os religiosos afirmam que o surto da doença não irá abalar sua fé.
- Todo mundo está com muito medo. No entanto, o ebola não abalará a nossa fé… porque nós já passamos por tempos difíceis – afirmou Jones Martee Seator da Igreja Luterana.
Devido às grandes aglomerações de pessoas, as igrejas de Morovia, capital da Libéria, colocaram baldes de plástico com água e cloro para que os fiéis pudessem desinfetar as mãos. Segundo o Charisma News, os pastores pediram também que os fiéis sigam as instruções dadas pelas autoridades sanitárias sobre a epidemia.
As medidas de quarentena imposta às comunidades infectadas têm afetado o comércio e o fornecimento de alimentos em alguns dos países mais pobres do mundo. Em Serra Leoa, o bispo Abu Aja Koroma da Igreja Flaming Bible, em Freetown, comentou o aumento dos preços dos bens de consumo afirmando que isso estava destruindo a economia do país. Diante de tal situação ele catalogou o ebola como ‘um demônio’.
Em seu sermão do último domingo, o bispo proclamou o arrependimento entre os fiéis “para evitar este flagelo em nosso país”.
A interpretação da doença por um viés religioso levou também, recentemente, líderes do Conselho de Igrejas da Libéria (LCC) a afirmarem que o vírus foi enviado por Deus como uma punição pelos “atos imorais” dos homossexuais.

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