Prioridades do PV: aborto e maconha Por Thiago Cortês







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Os brasileiros estão preocupados com o aumento da violência, a péssima qualidade da rede pública de saúde, a volta triunfal da inflação, o sucateamento das escolas públicas, entre outros temas urgentes, mas o presidenciável do Partido Verde (PV), Eduardo Jorge tem como prioridades a legalização do aborto e das drogas.
É incompreensível que tantos evangélicos se deixem encantar pelo discurso progressista dos verdes. Eduardo Jorge personifica a esquizofrenia moral da esquerda: quer a legalização do aborto de bebês humanos, mas defende os filhotes de tartarugas marinhas.
Eduardo Jorge é como os verdes clássicos: lutam pelo meio-ambiente, mas acham que é cruel salvar a vida de humanos que não podem se defender.
A legislação [em relação ao aborto] é cruel. Ela coloca 800 mil mulheres à própria sorte, procurando clínicas clandestinas e morrendo ou ficando com sequelas, disse Eduardo Jorge, após ouvir do adversário Aécio Neves (PSDB) que, se eleito, não mudaria a lei que trata do assunto.
Não por acaso, a imprensa dita “progressista” celebrou as frases de efeito do candidato à presidência do Partido Verde no debate da Band. Eduardo Jorge foi comparado ao presidente do Uruguai, Pepe Mujica, que liberou a maconha em seu país.
A postura do candidato lembra o presidente do Uruguai, Pepe Mujica, famoso mundialmente pelas mesmas bandeiras. Ele fez do país o segundo da América Latina a descriminalizar o aborto (o primeiro foi Cuba) e, no ano passado, legalizou o uso da maconha e o cultivo de pequenas quantidades da erva.
O presidenciável do PV acredita que uma vez que o plantio e o cultivo de maconha sejam legalizados no Brasil, os traficantes vão desistir e mudar de ramo. Ou, é claro, vão se reinventar como micro-empreendedores.
Nada de renúncia ou sacrífico, o PV defende uma cultura de hedonismo típica dos anos 1960:
Sobre a maconha, o candidato, que ao se apresentar lembrou ser médico há 40 anos, disse ser favorável à legalização como forma de acabar com o tráfico de drogas. Segundo ele, a política atual antidrogas só beneficia os barões do crime. Já sobre o crack, ele afirmou ser contra a legalização. Nas considerações finais, Eduardo Jorge defendeu uma cultura de “paz e amor”.
Por fim, ele se despediu defendendo a “cultura de paz”. “Paz e amor não quer dizer covardia. Paz e amor são as ideias de gente como John Lennon. (…) E o PV é revolucionário em vários aspectos, com uma cultura de paz transformando a cultura de guerra”, disse.
É este o retrato do Partido Verde: uma ingenuidade que chega a ser criminosa. O Brasil não resolveu questões essenciais como o saneamento básico, acesso a saúde pública, educação de qualidade, mas aqui estão os verdes querendo nos transformar em holandeses.
O Judiciário é extremamente ineficiente. A rede pública de saúde não funciona. E ambos ficariam congestionados em caso de legalização das drogas – em outros países isso ocorreu em escala menor, mas justamente porque as instituições funcionam melhor.
O PV é como Eduardo Jorge: boa-pinta, carismático, mas com intenções fatais para o Brasil.


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