Estamos morrendo aqui, clama sacerdote que ajuda refugiados iraquianos As altas temperaturas e epidemias prejudicam o acampamento de cristãos em Erbil






O padre Benham Benoka resolveu falar um pouco da situação que os cristãos sírios estão passando. Ele está com mais de 70.000 refugiados em Ankawa, em Erbil (Iraque), homens, mulheres e crianças que foram obrigados a deixarem suas residências pelos militantes do Estado Islâmico (EI).
“Estamos em uma grande dificuldade. Na realidade estamos morrendo aqui”, disse ele que gravou um vídeo divulgado pela Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) para mobilizar a população mundial a respeito do que está acontecendo no país.
Sem ter onde ficar esses cristãos estão enfrentando temperaturas de 45 graus na sombra, precisando de lugares refrigerados para suportar tanto calor sem ter problemas de saúde.
Segundo o padre sírio foi preciso instalar uma barraca no acampamento para que os doentes recebessem atendimento. Além de toda a situação de medo e escassez de alimento e água eles ainda enfrentam uma série de epidemias.
Benoka acredita que em outros acampamentos a situação está pior e que os voluntários, todos são padres da Diocese de Mosul, estão cooperando para atender os refugiados. “Cremos que este acampamento está melhor que os outros”.
Diante da situação, o religioso pede orações pois o caso é grave e muitas pessoas podem morrer. “Uma oração é muito importante para nós, para podermos fazer um serviço para todas as pessoas que estão em dificuldade. Nós aqui somos como a Cruz Vermelha. Estamos morrendo”.
O padre pediu também ajuda ao Papa Francisco ao escrever-lhe uma carta relatando os dias difíceis que os cristãos estão enfrentando diante das ameaças do EI. O líder da Igreja Católica entrou em contato com Benoka por telefone fazendo orações e pedindo para que ele persevere na missão de acolher os refugiados.
Na quinta-feira passada o Presidente do Conselho Pontifício da Pastoral para os emigrantes e itinerantes, Cardeal Antonio Maria Vegliò, fez um apelo aos países da Europa para que eles recebam alguns dos refugiados não apenas cristãos, mas também as outras minorias étnicas e religiosas. Com informações ACI Digital.


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