Sheherazade sai em defesa de médico que denunciou aborto O profissional da saúde denunciou uma paciente que passou mal após fazer um aborto com remédio para úlcera






A jornalista Rachel Sheherazade comentou em seu programa na rádio Jovem Pan sobre o caso ocorrido na semana passada no Hospital de São Bernardo do Campo (SP) quando um médico denunciou uma paciente que havia abortado.
O médico achou por bem denunciar o crime, já que a jovem de 19 anos não passou por nenhum dos casos onde a lei brasileira permite aborto. Grávida de quatro meses e sem apoio do parceiro, a gestante tomou quatro comprimidos para úlcera e perdeu o bebê, passando a ter hemorragias.
Ao falar sobre o caso Sheherazade diz que o médico fez bem em denunciar um crime, sendo portanto um bom motivo para quebrar o sigilo profissional determinado pelo Código de Ética Médica no artigo 73.
“O aborto é mais que uma violência física, é um crime gravíssimo perpetrado contra a vida do mais indefeso dos seres humanos, o nascituro, pois ainda no ventre da mãe, aquela que, por lei, deveria resguardá-lo de todos os perigos”, diz a jornalista.
Sheherazade aproveitou para falar ao deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) que se aproveitou do fato ocorrido em São Bernardo para defender a descriminalização do aborto. Wyllys afirmou que o aborto é um “direito individual”, mas a jornalista contesta e pede para que o deputado leia o Código Penal Brasileiro.
“De que legislação ele tirou esse direito? Aborto, no Brasil, não é direito, é crime, sr. Willys. Passível de cadeia, tanto para a mulher que o pratica, quanto para quem a ajuda a abortar. Dê uma olhadinha no Código penal, deputado, não custa nada”, afirmou.
A jornalista contestou também a fala do ex BBB que afirmou que o aborto é questão de saúde pública, lembrando a ele que questão de saúde pública é a dengue, malária, falta de água, falta de saneamento básico, falta de vacinação, falta de planejamento familiar e outros temas.
“Aborto, senhor deputado, é caso de polícia!”, encerra.

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