"Burrice", diz Universal sobre críticas "Gladiadores do Altar"







Publicado em 3 de mar de 2015
Deputado havia criticado vídeo dos "Gladiadores do Altar" que rodou as redes sociais nos últimos dias. De acordo com instituição, projeto foi alvo de "interpretações absurdas"
Nesta terça-feira, a Igreja Universal do Reino de Deus se pronunciou pela primeira vez sobre a polêmica envolvendo o controverso projeto Gladiadores do Altar. Um texto publicado no site oficial da instituição diz que ele foi alvo de "interpretações absurdas" de usuários de redes sociais, portais de internet e políticos e alega que o deputado federal Jean Wyllys "uniu ódio à burrice motivada" para avaliá-lo erroneamente.
"Nas últimas horas, circulam em alguns portais e por redes sociais interpretações absurdas sobre o projeto Gladiadores do Altar (...). O deputado federal Wyllys, que iniciou cruzada pessoal pela Internet contra os Gladiadores do Altar, havia afirmado em seu perfil na rede social Instagram, há duas semanas: 'A burrice motivada é a falta de vida com pensamento; a burrice motivada e o ódio são, quando combinados, o fascismo e estão fazendo emergir o pior das pessoas nas redes sociais digitais e fora delas'. Ao tecer o comentário sobre os Gladiadores, ele contradisse sua própria afirmação, unindo seu ódio à burrice motivada e fez uma avaliação sobre um projeto do qual nada sabe a respeito e sequer procurou saber antes de publicar tal injúria", diz a publicação, intitulada Universal responde ataque de deputado federal.

A polêmica começou no último dia 15 de fevereiro, quando a Igreja Universal do Ceará compartilhou um vídeo, em seu perfil do Facebook, que mostra uma das apresentações dos participantes do projeto. Na gravação, homens uniformizados de verde e preto marcham em fila até se posicionarem lado a lado em posição de sentido. Todos batem continência. Quando o "comandante" à frente se pronuncia, os "gladiadores" repetem suas palavras. Nos dias seguintes, internautas compararam as cenas com ações de grupos religiosos radicais, como, por exemplo, o Estado Islâmico.

"O vídeo é chocante (ao menos para mim). O fundamentalismo cristão no Brasil tem ameaçado as liberdades individuais, a diversidade sexual e as manifestações culturais laicas. Agora ele está formando uma milícia que, por enquanto, atende pelo nome de 'gladiadores do altar'. Quando atentaremos de verdade para o monstro que emerge da lagoa? Quando começarem a executar os 'infiéis' e ateus e empurrar os homossexuais de torres altas como vem fazendo o fundamentalismo islâmico no Oriente Médio? Não é porque tem a palavra 'cristão' na expressão que o fundamentalismo cristão deixa de ser perigoso e não fará o que já faz o fundamentalismo islâmico", escreveu Wyllys em suas redes.

Para a instituição, no entanto, "buscar uma motivação violenta ou condenável em jovens uniformizados que marcham e cantam unidos em igrejas" é "absurdo". A "analogia militar", para ela, pode ser usada "de forma positiva e pacífica". A IURD alegou ainda que o projeto funciona desde janeiro deste ano e serve para "orientação e formação de jovens vocacionados para a propagação da Fé Cristã".

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