Bilionário judeu financia operação de resgate de famílias cristãs perseguidas pelo Estado Islâmico





Publicado por Tiago Chagas em 26 de julho de 2015 


Uma operação de resgate de duas mil famílias cristãs oriundas de Síria e Iraque, perseguidas pelo Estado Islâmico, está sendo financiada por um judeu bilionário, que entende o que é sofrer perseguição.
George Weidenfeld, 95 anos, viveu dias de terror durante o nazismo, e foi resgatado de Viena, na Áustria, por cristãos, em 1938. Ao lado de outros judeus, ele recebeu comida, roupas, hospedagem e transporte para a Inglaterra.
Segundo declaração de Weidenfeld ao jornal Catholic Herald, ele considera que tem “uma dívida a pagar” por causa da operação de resgate que o livrou dos campos de concentração no passado.
Sua iniciativa é também uma forma de seguir o exemplo do recém-falecido sir Nicholas Winton, cristão que salvou 669 crianças judias destinadas à morte em campos de concentração nazistas durante o Holocausto.
Bilionário, Weidenfeld disse à revista Times que essa “dívida” não é só dele: “Ela vale para os muitos jovens que estavam nos ‘Kinderstransport’. Foi uma operação muito nobre, e nós, judeus, devemos ser gratos e fazer algo pelos cristãos que estão em perigo”, comentou.
De acordo com informações do site Aleteia, a primeira fase da operação de resgate dos cristãos juntou e transportou em segurança 150 famílias, da Síria para a Polônia, no último dia 10 de julho, com autorização dos governos dos dois países.
A tarefa, organizada por uma fundação de Weidenfeld, também inclui um suporte financeiro para as famílias, por um período de 12 a 18 meses, a partir do momento do resgate. Esse detalhe da operação remete às lembranças do benfeitor, que chegou à Inglaterra sem um único centavo, mas conseguiu se erguer financeiramente e fez fortuna após a fundação da editora Weidenfeld & Nicholson.
Durante a fase de planejamento, os Estados Unidos se recusaram a participar do projeto, justificando que os muçulmanos não estavam incluídos no objetivo da missão. Nas áreas que o Estado Islâmico atua, muçulmanos que não aceitam os métodos do grupo terrorista também terminam perseguidos.
“Eu não posso salvar o mundo todo, mas tenho uma possibilidade muito específica no caso dos cristãos. Outros podem fazer o que eles querem que seja feito pelos muçulmanos”, afirmou o bilionário judeu, que nasceu na Áustria em 1919, mas foi condecorado no Reino Unido com o título de “Lord” em 1976.

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