“A soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”, diz Malafaia, aconselhando distância do carnaval Publicado por Tiago Chagas em 6 de fevereiro de 2016



O pastor Silas Malafaia exortou os fiéis a não participarem do carnaval argumentando com as origens da festa e sua natureza essencialmente pagã, criada para celebrar o pecado.
No artigo, Malafaia destaca que até onde se sabe, com base em pesquisas, a origem da festa é um culto a deuses gregos, em gratidão à colheita, e com rituais que giram em torno da sexualidade.
“A origem do carnaval ainda é desconhecida. As primeiras referências a ele estão relacionadas a festas agrárias. Alguns atribuem seu surgimento aos cultos de agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela colheita, realizados na Grécia durante o século 7 a. C. A festividade incluía orgias sexuais e bebidas […] As folias do Carnaval também estão ligadas às festas pagãs romanas, marcadas pela licenciosidade sexual, bebedeira, glutonaria, orgias coletivas e muita música”, contextualizou o pastor, resumindo a origem da festa.
O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) pontuou que, “com o advento do cristianismo, a Igreja Católica Apostólica Romana começou a tentar conter os excessos do povo nessas festas pagãs e a condenar a libertinagem”, mas dada a “resistência popular, em 590 d. C. ela própria oficializou o carnaval, dando origem ao ‘carnaval cristão’, quando o papa Gregório I marcou definitivamente a data do Carnaval no calendário eclesiástico”.
Da mesma forma que acontece ainda hoje, “esse momento de grandes festejos populares antecedia a Quaresma, período determinado pela Igreja Católica para que todos os anos os fiéis se dedicassem, durante 40 dias, a assuntos espirituais, antes da Semana Santa”, fazendo assim com que “no período que ia da Quarta-feira de Cinzas até o Domingo de Páscoa, o povo se entregasse à austeridade e ao jejum, para lembrar os 40 dias que Jesus passou no deserto consagrando-se”.
O nome “carnaval” surgiu de uma iniciativa popular, pois como enfrentariam 40 dias de privações, criou-se a cultura de permissividade para que “o povo cometesse então algumas extravagâncias antes”.
Nesse cenário, às vésperas da Quaresma, “os cristãos fartavam-se de assados e frituras entre o domingo e a ‘terça-feira gorda’. O que deveria ser apenas uma festa religiosa acabou assimilando os antigos costumes de libertinagem e bebedeiras. Esses dias de ‘vale-tudo’ que antecedem a Quaresma, em que as pessoas ficam 40 dias sem comer carne, passaram a ser chamados de adeus à carne, que em italiano é carne vale, ou carnevale, resultando na palavra carnaval”, explicou Malafaia.
Ao final do texto, o pastor pondera que esse período de atitudes inconsequentes sempre gera efeitos reais a curto, médio e longo prazo, contribuindo para o afastamento de Deus: “Visto que até hoje essa festa da carne traz consequências físicas, morais e espirituais degradantes, estampadas nos noticiários da Quarta-feira de Cinzas, aconselho aos que não participam do Carnaval que continuem de fora; e, aos que participam ou pretendem participar, meu conselho é 1 João 2.16: ‘Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo’. Sendo assim, não convém ao cristão, mesmo a título de curiosidades, participar dessa festividade”.

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