O movimento do “cair no espírito” A verdade




O moderno movimento espiritual conhecido como “cair no espírito” ou como preferem os críticos “caí, caí” nas últimas décadas tem se alastrado em igrejas de confissões pentecostais e neopentecostais em todo o mundo. No Brasil, entre os neopentecostais, apenas à Igreja Universal do Reino de Deus; Igreja Internacional da Graça não aceitam o movimento. No meio pentecostal, Assembleia de Deus e algumas outras poucas igrejas pentecostais também o rejeitam. Porém, infelizmente a maioria pentecostal e neopentecostal aceitam o movimento contribuindo para o escárnio do Evangelho.
Os redutos evangélicos que aderem à prática, possuem uma série de mecanismos para derrubarem os fiéis: sopros, imposições de mãos, jogar ou passar o paletó nos fiéis e visitantes. Mas qual o proposito para cair? Segundo os defensores, os que caem passam por uma experiência mística com Deus e levantam transformados. No entanto, particularmente já presenciei muitas pessoas terem à experiência e continuarem em uma vida devassa. Pois, a obra da regeneração na vida do homem, é operada através da obra do Espírito Santo por meio da aplicação da Palavra de Deus.


Os crentes do “caí, caí”, advogam que tal experiência tem base no Antigo Testamento, citando Daniel 8.17 que diz: “Veio, pois, perto de onde eu estava; e vindo ele, fiquei amedrontado, e caí com o rosto em terra. Mas ele me disse: Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim.”  Citam também Gênesis  15:12 que consta: “Ora, ao pôr do sol, caiu um profundo sono sobre Abrão; e eis que lhe sobrevieram grande pavor e densas trevas.” No entanto, todas as passagens supracitadas estão evidentemente fora de contexto para à defesa do movimento.
Primeiro, o profeta Daniel não caiu para trás como se caem hoje em dia; ele caiu para frente se prostrando porque estava amedrontado. O medo fez com que ele se prostrasse, não o levou há um arrebatamento de sentidos. Na passagem citada,  ele se prostrou porque teve medo, não  experimentou  um êxtase como os fiéis experimentam caindo para trás.   Segundo,  o patriarca Abraão, também não caiu para trás como caem os que aderem o movimento; Deus fez cair sobre ele um profundo sono, não o derrubou — dormir é bem diferente de ter um arrebatamento de sentidos.
Alguns defensores do movimento, dizem que nas ministrações de Charles Haddon Spurgeon e Jonathan Edwards, os ouvintes também caíam. Quem acredita e defende essa tese está muito mal informado, pois os puritanos citados não são precursores do movimento. Os fiéis caíam em suas respectivas ministrações sim, mas caíam para frete prostrados, ajoelhados e convictos de seus pecados. Quando Jonathan Edwards pregou seu famoso sermão “pecadores nas mãos de um  Deus irado” os ouvintes caíram ajoelhados pedindo ao pregador que conclui-se imediatamente o seu sermão, pois queriam entregar suas respectivas vidas ao Senhor Jesus Cristo. Os crentes que participam do movimento do “cair no espirito” não se prostram em sinal de  estarem convencidos de seus pecados por obra do Espírito Santo de Deus; todavia, caem para trás através do induzimento dos falsos mestres que ensinam e praticam uma abominável doutrina.
Recentemente, estive debatendo com um pastor que é firme defensor do movimento. Ele me disse que certa feita ministrou sobre uma determinada mulher, e a mulher ao cair, levantou curada do mal que tinha.  Quanto a isso fico com as palavras de Martinho Lutero quando diz: “qualquer ensinamento, ainda que faça chover milagres do céu,  se não tiver base bíblica deve ser retirado da Igreja.”
Alguns incautos chegam alertar sobre o perigo de blasfemar contra o Espírito Santo ao dizer que tal obra não procede do Divino Espírito. Não se ver na Bíblia nem um relato de Jesus, ou dos apóstolos impondo as mãos sob a cabeça das pessoas para que elas caíssem. Não há relatos na história da Igreja sobre essa prática. É triste de se ver que grande parte do evangelicalismo apoia essa excentricidade. Com certeza não consiste blasfêmia em afirmar que o movimento do “caí, caí” essa esquisitice espiritual não procede do Santo Espírito; contudo, quem sabe seja blasfêmia atribuí essa extravagância a Ele.
Portanto, devemos abolir esta prática esquisita, vergonhosa e escandalosa da Igreja. Se você tem congregado ou frequentado um reduto evangélico que adere esse movimento, medite e aplique este texto em sua vida: “Sai dela, povo meu” (Apocalipse 18.4). Não seja conivente com essa blasfêmia contra o Santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

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