Cristãos da Coreia do Sul se reúnem diariamente para orar de madrugada, relata missionária




A Coreia do Sul é um dos países que mais evoluíram e cresceram econômica e socialmente ao longo das últimas décadas, com grande abertura para a liberdade religiosa após a guerra com a Coreia do Norte, entre 1950 e 1953. E parte do protagonismo dessa transformação está na divulgação do Evangelho.
A missionária Yon Hi Son, conhecida como Gina no Brasil, testemunhou que a atitude dos cristãos sul-coreanos tem feito o diferencial na história do país, com sua disposição para ser ferramenta de mudança. Diariamente, milhares de fiéis se reúnem para orar de madrugada, e isso acontece há mais de seis décadas.


A Coreia tem 5 mil anos de história. É muito velha. E só 130 anos de evangelismo. Mas hoje é o segundo lugar em missões. O primeiro lugar é os Estados Unidos. O Brasil é 90 vezes maior que a Coreia do Sul (ela é do tamanho do estado de Pernambuco), e um país desse tamanho, sendo o segundo lugar na missão mundial, chamou atenção do nosso Deus”, afirmou a missionária.
Gina conta que a guerra devastou a economia e a infraestrutura do país. O conflito, motivado por visões diferentes de sociedade entre os líderes da época, envolvia a escolha do sul pelo liberalismo econômico, liderado pelos Estados Unidos, e a opção do norte pelo comunismo da União Soviética.
“Nos anos 1960, [a Coreia do Sul] era o quarto país mais pobre do mundo. Após a Guerra da Coreia, que terminou em 1953 (eu e meu marido nascemos após a guerra), só tinha 3% de Cristãos. Mas, eu me lembro que nos anos 60, eu ia com a minha mãe na feira e na minha frente aconteciam assaltos. Era no ônibus, nas ruas, na feiras, [ladrões] invadindo casas”, relembrou.
Todo esse cenário motivou os cristãos do país a agirem de forma proativa, evangelizando e se reunindo, diariamente, para orar pelo futuro da nação. “A Coreia sofreu quase 20 anos na maior miséria. 80% da nação era de favelados. Tudo destruído. Sem trabalho, sem comida. A pobreza gera revolta e a revolta produz a violência. Então, os 3% de cristãos começaram a acordar às 4:30 da manhã e as igrejas abriam às 5 da manhã para interceder pela nação”, afirmou.
Essa atitude foi o diferencial do país, afirmou Gina: “Porque sabemos que, como cristãos, temos autoridade sobre a nação”, salientou. “A gente não pode só culpar os políticos, não. A Bíblia fala que devemos orar pelos reis e eminentes, que quer dizer os políticos, mesmo que eles sejam incrédulos”, acrescentou a missionária.
“Nós temos a autoridade na boca para dar discernimento a eles para ter um país calmo, paz social. A Bíblia fala em I Timóteo 2:2, que devemos orar e interceder pelos reis e por todos que estão em eminência para que tenhamos uma vida quieta e sossegada”, reiterou.
Atualmente, a Coreia do Sul é um dos países com melhores índices de educação, saúde, desenvolvimento humano e tem uma economia sólida, com empresas reconhecidas mundialmente como inovadoras e com grande tecnologia. Em oposição, a Coreia do Norte vive uma ditadura que persegue o cristianismo e tem altíssimos índices de miséria.
“Hoje a Coreia é onde tem mais igrejas no mundo. Todos acordam às 4:30, todas as igrejas tem culto da madrugada, oração fervorosa após 30 minutos da pregação da palavra, por uma hora, duas horas. Nos 365 dias do ano, não há nenhuma igreja na coreia do sul que não faça oração da madrugada. Deus sabe que meu coração é verde e amarelo, apesar da minha cara de oriental. Mas, ele me vestiu de autoridade para falar disso para vocês”, pontuou.
Assista à íntegra da pregação da missionária Gina:

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